Reflexão sobre a educação de berço.

Dra. Lucivânia Dias

Dias atrás eu estava andando pelas ruas da cidade quando algo me chamou a atenção. Havia uma garrafa de cerveja vazia deixada na calçada, mas o detalhe é que bem perto estava o cesto de lixo. Fiquei me questionando o que levaria alguém a deixar um lixo no chão ao lado de uma lixeira. Será que exige muito esforço para a pessoa levantar a mão e jogar o lixo no lugar certo?

Foi nesse momento que cheguei a conclusão que precisamos melhorar a educação do nosso país. E nesse caso, apesar de saber que também precisamos melhorar a educação formal, isto é, aquela das escolas, cursos e universidades, não é dela a que me refiro.

 

Nesse momento me refiro a educação de berço. Aquela que aprendemos em casa, que nos ensina a preocupar com o próximo, a ter responsabilidade social, e senso crítico. É por ela que faremos as melhores escolhas mesmo que não haja uma placa avisando que lugar de lixo é na lixeira.

Sabemos que gostamos de andar por uma cidade limpa, e que não gostamos de alagamento nas ruas quando chove, por consequência dos bueiros entupidos. Então, se temos consciência de todas essas verdades por que está se tornando comum situações como esta, ou  jogar lixo para fora dos carros, e outras situações semelhantes?

 

E mais, por que sempre o governo leva a culpa quando há enchentes, ou quando nos envergonhamos de andar pela cidade suja. Não estou aqui dizendo que o Poder Público não tem responsabilidades. Claro que tem. A manutenção da cidade e o planejamento urbano cabe a ele. Contudo, nós (cidadãos) também temos a nossa cota-parte de obrigação.

Resta saber o que fazer para mudar essa história. É preciso descobrir onde estamos errando. Será que estamos deixando de repassar alguns valores aos nossos filhos? Ou será, que repassados, não estão sendo colocados em prática? Será que estamos simplesmente transferindo a responsabilidade para o próximo? (Gostaria muito de saber a opinião de vocês queridos leitores).

 

Por fim, o que posso dizer é que sonho com uma sociedade em que haja o senso crítico e que a educação de berço – nesse sentido de positividade e preocupação social – esteja enraizada a tal ponto que atitudes como jogar o lixo na lixeira seja algo natural. E que saibamos identificar o certo do errado, mesmo que não tenha um guarda ou uma placa para nos avisar que determinadas atitudes não devem ser praticadas.

Então, finalizo dizendo que se sonho com isso devo fazer a minha parte e é por isso que compartilho esse conteúdo com vocês e espero que ele faça a diferença para relembrar que se todos cumprirmos com a nossa cota-parte de obrigação social certamente faremos um mundo melhor.

 

 

É permitida a reprodução integral ou parcial desta obra desde que seja citada a fonte. (Artigo 29, I, da Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998).

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