Governador denuncia apagão e solicita que Aneel avalie prestação de serviços e contrato com a Enel

Em Brasília ele afirmou que Goiás está com desenvolvimento comprometido por falta de investimentos no setor energético.

Após reclamação do governador Ronaldo Caiado, técnicos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) virão a Goiás nesta quinta-feira, dia 14, para verificar a prestação de serviços da Enel, empresa italiana que adquiriu a Celg e que hoje é responsável pela distribuição de energia no Estado. A decisão foi estabelecida durante uma reunião do governador com o presidente do BNDES, Joaquim Levy, com a presença de representantes dos ministérios da Economia, Minas e Energia, além da secretária da Economia, Cristiane Schmidt. Conforme Ronaldo Caiado anunciou, Rodrigo Limp Nascimento, diretor da Aneel, estará em Goiânia nesta quinta-feira, dia 14, às 10 horas, na Fieg, reunido com representantes do setor produtivo. Posteriormente, o diretor irá se encontrar com o governador.

Caiado disse que o setor de energia passa por uma situação calamitosa após a privatização. “A Enel levou o Estado de Goiás a um total apagão. Não estão atendendo a demanda da parte urbana, rural e industrial. Quem quer que seja está diariamente penalizado pela péssima qualidade na distribuição da energia, bem como pela falta dela”, afirmou, lembrando das perdas com a situação. “Temos caso de cidade com mais de três dias sem energia. Tem produtor de leite perdendo o produto; mercearias no interior que não têm condições de comprar um gerador e perdem todas as mercadorias; medicamentos que precisam de refrigeração, como  vacinas, tudo isso perdendo”, destacou o governador.

Para Caiado, essa situação tem comprometido o crescimento do Estado. “É preciso que a Enel responda com extrema rapidez ou que o BNDES reveja esse modelo de concessão”. De acordo com ele, a transferência da Celg para Enel resultou somente em endividamento para a população goiana. “Hoje, mais de um quarto da dívida de Goiás é provocada pela transferência da Celg, já que as dívidas da antiga estatal, de cerca de R$ 5,6 bilhões, foram transferidas para o Governo de Goiás pagar”,  explicou.

Ao fim da reunião, o presidente do BNDES, Joaquim Levy, disse que vai “fazer o melhor por Goiás”. Já o governador comemorou a vinda da comitiva da Aneel, para fiscalizar e verificar o quadro precário que está instalado no setor: “Essa situação de falta de energia está inibindo o crescimento do nosso Estado de Goiás”.

Policlínicas

Preocupado com a concentração dos serviços em saúde somente em Goiânia, o governador também discutiu com Joaquim Levy alternativas de financiamento para implantação de policlínicas pelo interior de Goiás, já que atualmente o Estado está impedido de tomar crédito junto ao governo federal. “Ele me pediu mais alguns dias, mas disse que vai olhar com bons olhos essa linha de crédito”, afirmou.

Caiado disse que vai continuar tentando sensibilizar o governo federal para que haja uma destinação de recursos na modalidade de empréstimo para a saúde. “Trata-se de um tema emergencial. O Estado não tem hoje uma estrutura no interior para atender a demanda de consultas, muito menos exames, os mais elementares, para diagnosticar doenças mais simples. Tenho que atender essa área onde temos carência”, sublinhou.

A construção de 17 policlínicas é uma das propostas de governo de Caiado. Segundo ele, a intenção é a construção de unidades com valores entre R$ 26 e 28 milhões, fora o custeio, para atender todas as regiões de Goiás com a realização de consultas, exames e diagnósticos sem grandes deslocamentos dos pacientes. Destacou que é urgente a regionalização da Saúde, assim como acabar com a dependência de uma regulação para o cidadão ter assistência no Estado.

Segundo consta no plano de governo, a ideia é fazer funcionar os hospitais regionais existentes e minimizar os vazios assistenciais identificados nas regiões do Estado para serviços de média e alta complexidade, por meio da ampliação da gestão regional e do aperfeiçoamento e ampliação da rede via parcerias com o terceiro setor.  O objetivo, segundo Caiado, é ter hospitais com estruturas capazes de receber pacientes em estado grave e realizar ali os primeiros procedimentos, inclusive cirurgias.

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