IPCA vai a 0,25% em fevereiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro teve alta de 0,25%, depois de variar 0,21% em janeiro. Foi o menor resultado para um mês de fevereiro desde 2000, quando o índice foi de 0,13%. No ano, o IPCA acumulou alta de 0,46% e, nos últimos 12 meses, de 4,01%, abaixo dos 4,19% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2019, a taxa havia sido 0,43%. 

PeríodoTAXA
Fevereiro de 20200,25%
Janeiro de 20200,21%
Fevereiro de 20190,43%
Acumulado no Ano0,46%
Acumulado nos 12 meses4,01%

O maior impacto no índice do mês, 0,23 ponto percentual (p.p.), veio do grupo Educação, que também registrou a maior variação (3,70%) entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados. Outros quatro grupos também apresentaram alta, com destaque para Saúde e cuidados pessoais (0,73% de variação e 0,10 p.p. de impacto) e Alimentos e bebidas (0,11% de variação e 0,02 p.p. de impacto). No lado das quedas, a contribuição negativa mais intensa (-0,06 p.p.) veio de Habitação (-0,39%), enquanto a maior queda ficou com Vestuário (-0,73%). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,23% em Transportes e a alta de 0,31% em Despesas Pessoais.

IPCA – Variação e Impacto por grupos – mensal
GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
JaneiroFevereiroJaneiroFevereiro
Índice Geral0,210,250,210,25
Alimentação e Bebidas0,390,110,070,02
Habitação0,55-0,390,08-0,06
Artigos de Residência-0,07-0,080,000,00
Vestuário-0,48-0,73-0,02-0,03
Transportes0,32-0,230,06-0,05
Saúde e Cuidados Pessoais-0,320,73-0,040,10
Despesas Pessoais0,350,310,040,03
Educação0,163,700,010,23
Comunicação0,120,210,010,01
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços   

A alta do grupo Educação (3,70%) é resultado dos reajustes habitualmente praticados no começo do ano letivo, especialmente aqueles dos cursos regulares (4,42%), item responsável pela maior contribuição individual (0,20 p.p.) no IPCA de fevereiro. Os cursos diversos (2,67%) também registraram alta, com impacto de 0,02 p.p. no resultado do mês.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,73%), o destaque ficou com os itens de higiene pessoal, que subiram 2,12%, com impacto de 0,08 p.p. em fevereiro, após a queda de 2,07% no mês anterior. Por outro lado, os preços dos produtos farmacêuticos (-0,38%) caíram na comparação com janeiro, contribuindo com -0,01 p.p.

O resultado de Alimentação e bebidas (0,11%) foi mais uma vez afetado pela queda nos preços das carnes (-3,53%), que já haviam recuado 4,03% no mês anterior. Com a deflação observada em fevereiro, as carnes apresentaram o maior impacto individual negativo no índice do mês (-0,09 p.p.) e contribuíram para a desaceleração da alimentação no domicílio (0,06%). Destaques também para o tomate (18,86%) e a cenoura (19,83%), que acumulam no ano variações de 35,17% e 36,51%, respectivamente.

alimentação fora do domicílio (0,22%) também desacelerou em relação ao resultado de janeiro. Tanto a refeição (0,35%) quanto o lanche (0,02%) apresentaram variações menores na comparação com o mês anterior.

O grupo Vestuário (-0,73%) teve queda mais intensa em relação a janeiro (-0,48%), influenciado pelas variações negativas nos itens roupas femininas (-1,23%), roupas masculinas (-1,05%), calçados e acessórios (-0,46%) e, também, nas roupas infantis
(-0,34%). Por outro lado, joias e bijuterias (1,32%) subiram pelo oitavo mês consecutivo.

Após a alta de 0,55% em janeiro, o grupo Habitação registrou deflação de 0,39%, por conta do item energia elétrica (-1,71%), cujo impacto no índice do mês foi de -0,08 p.p. Em fevereiro, passou a vigorar a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. À exceção de Vitória (2,32%) e Fortaleza (0,25%), todas as áreas apresentaram variações negativas.

Ainda em Habitação, destaca-se o resultado do item gás encanado (0,18%), decorrente dos reajustes no Rio de Janeiro (-0,81%), em Curitiba (4,49%) e São Paulo (-0,05%). A taxa de água e esgoto (0,03%), por sua vez, teve variação positiva por conta do reajuste de 6,43% nas tarifas em Campo Grande (1,14%).

O grupo Transportes (-0,23%) teve deflação em fevereiro, após a alta de 0,32% observada em janeiro. Os maiores impactos negativos no grupo vieram da gasolina (-0,72%) e das passagens aéreas (-6,85%), ambas com -0,04 p.p. No dia 20 de fevereiro, a Petrobras aumentou em 3,00% o preço da gasolina nas refinarias, após o anúncio feito no mês anterior de uma redução nos preços, também em 3,00%, a partir de 13 de janeiro.

No lado das altas, os destaques dos Transportes foram os reajustes em diversas modalidades de transporte público, como os ônibus urbanos (0,36%), os ônibus intermunicipais (1,95%), os trens (0,87%) e o metrô (0,55%).

Por fim, destaca-se a variação positiva do grupo Comunicação (0,21%), em função dos reajustes nos preços dos serviços postais, que levaram o item correio a uma alta de 17,30%, com impacto de 0,01 p.p. no índice do mês.

Quanto aos índices regionais, apenas a região metropolitana do Rio de Janeiro (-0,02%) teve deflação em fevereiro, dada a queda nos preços das carnes (-8,39%), que contribuíram com -0,18 p.p. no resultado da área. A maior variação positiva ficou com a região metropolitana de Fortaleza (0,80%), por conta da alta nos cursos regulares (5,86%).

IPCA – Variação por regiões – mensal e acumulada no ano e 12 meses
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Acumulados (%)
JaneiroFevereiroAno12 meses
Fortaleza3,230,280,801,085,25
Aracaju1,030,390,661,054,34
Belo Horizonte9,690,200,500,703,67
Rio Branco0,51-0,210,490,283,04
Campo Grande1,570,130,420,554,48
Recife3,920,300,380,683,52
Brasília4,06-0,120,350,224,12
Vitória1,860,290,330,633,05
São Paulo32,280,330,230,564,33
Belém3,940,390,210,614,86
São Luís1,62-0,190,18-0,013,73
Goiânia4,170,100,180,283,93
Salvador5,990,340,160,503,88
Porto Alegre8,610,170,160,334,19
Curitiba8,090,050,080,133,91
Rio de Janeiro9,430,05-0,020,033,09
Brasil100,000,210,250,464,01

IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de janeiro a 2 de março de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 28 de dezembro de 2019 a 28 de janeiro de 2020 (base).

INPC varia 0,17% em fevereiro

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de fevereiro variou 0,17%, enquanto, em janeiro, havia registrado 0,19%. Esse resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2000, quando ficou em 0,05%. A variação acumulada no ano foi de 0,36% e, nos últimos 12 meses, apresentou alta de 3,92%, abaixo dos 4,30% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2019, a taxa foi de 0,54%.

Os produtos alimentícios subiram 0,13% em fevereiro enquanto, no mês anterior, registraram 0,45%. O agrupamento dos não alimentícios, por sua vez, apresentou variação de 0,18%, enquanto, em janeiro, havia registrado 0,12%.

A região metropolitana de Fortaleza (0,84%) apresentou o maior índice, principalmente por conta das altas dos cursos regulares (6,09%). Já o menor resultado ficou com a região metropolitana do Rio de Janeiro (-0,21%), influenciado pelas quedas nos preços das carnes (-8,52%).

INPC – Variação por regiões – mensal e acumulada no ano e 12 meses
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Acumulados (%)
JaneiroFevereiroAno12 meses
Fortaleza5,160,300,841,135,09
Rio Branco0,72-0,160,640,483,17
Aracaju1,290,310,490,793,82
Recife5,600,250,420,663,26
Belo Horizonte10,350,270,420,703,70
Vitória1,910,250,360,612,87
Campo Grande1,730,160,350,504,30
São Luís3,47-0,280,320,053,78
Brasília1,97-0,040,250,223,56
Belém6,950,550,160,715,12
Salvador7,920,310,160,473,86
Porto Alegre7,150,250,100,354,34
Goiânia4,430,060,050,104,18
São Paulo24,600,250,040,294,07
Curitiba7,37-0,01-0,06-0,073,96
Rio de Janeiro9,38-0,17-0,21-0,382,62
Brasil100,000,190,170,363,92

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de janeiro a 2 de março de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 28 de dezembro de 2019 a 28 de janeiro de 2020 (base).

INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

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