Municípios têm até 15 de fevereiro para aderirem ao Saúde na Escola

Cerca de 36% das cidades goianas ainda não fizeram inscrição e podem perder recursos destinados para esta estratégia.

 Os municípios goianos têm até o dia 15 de fevereiro para realizarem o ciclo de adesão 2019/2020 do Programa Saúde na Escola (PSE). O alerta é da coordenadora da Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Ana Maria Passos Soares. Ela alerta que cerca de 36% das prefeituras de Goiás ainda não se manifestaram, podendo perder recursos e uma importante estratégia de promoção da saúde.

O PSE é uma política intersetorial da saúde e educação que foi instituída em dezembro de 2007. Em 2018 o Estado de Goiás, por meio da SES-GO e da Secretaria Estadual da Educação, pactuou 2.512 escolas em todas as cidades goianas, sendo 1.629 escolas prioritárias, aumentando o número de alunos para 694.196. Também participaram do programa 635 creches.

Para realizar a adesão ao PSE é preciso que o gestor municipal acesse o endereço eletrônico https://egestorab.saude.gov.br/ . Caso já seja cadastrado e possua usuário e senha, deverá clicar em “acesso restrito”. Caso não seja cadastrado, será necessário clicar em “suporte” para ter acesso aos manuais, vídeos e tutoriais.

Ana Maria explica que são prioritárias todas as creches públicas e conveniadas do município, todas as escolas do campo, as escolas com alunos em medida socioeducativas e escolas que tenham pelo menos 50% dos alunos matriculados pertencentes a famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família.

Ação conjunta

Pelo PSE, profissionais de Saúde e da Educação devem atuar juntos, no trabalho em sala de aula com crianças e adolescentes, temas importantes para a saúde da comunidade. Fazem parte desta lista assuntos como Aedes aegypti, prevenção de álcool, tabaco, crack e outras drogas, violências e acidentes, saúde bucal, situação vacinal, alimentação saudável, prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), promoção da saúde ocular e outros.

As ações do PSE, em todas as dimensões, devem ser inseridas no projeto político-pedagógico da escola. Também deve considerar a diversidade sociocultural das diferentes regiões do País e à autonomia dos educadores e das equipes pedagógicas.

O público beneficiário do PSE são os estudantes da educação básica, gestores e profissionais de educação e saúde, comunidade escolar e, de forma mais ampla, estudantes da rede federal de Educação Profissional e Tecnológica e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

“No âmbito da saúde do adolescente, o PSE é uma estratégia de fundamental importância. É dentro da escola que o mesmo tem seu maior espaço de troca de experiências e onde grande parte de suas vivências e valores são construídos”, afirma Cárita Figueiredo de Castro, gerente da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da SES-GO. Segundo ela, a sexualidade, uso/ abuso de álcool e drogas, prevenção de suicídio e automutilação, cultura da paz e não violência, perspectivas e projetos de vida com protagonismo juvenil são temas em que o programa pode ser de real impacto para a diminuição de vulnerabilidade de crianças e jovens.

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